A união faz a força?
Desde a concepção somos, essencialmente dependente do OUTRO. Precisamos de duas pessoas para nos conceber...
De médicos e enfermeiros para nos acompanhar durante a gestação...
De obstretas para nos trazer à vida...
De alguém para nos ensinar a andar...
Falar...
Somos essencialmente dependentes uns dos outros... até nas horas mais difíceis.
Me coloquei na condição daquele povo, necessários à nossa subsistência, haja visto que transportam, dia após dia o que necessitamos para comer, vestir e locomover e me perguntei qual o meu papel naquela luta. Em que poderia ajudar, contribuir para fortalecer a busca por direitos...
5 erros mais comuns no currículo
Em busca do voto evangélico
Para ser o coordenador da campanha de Dilma Rousseff junto aos evangélicos, o pastor Manoel Ferreira, presidente do Conselho Nacional de Pastores do Brasil, fez exigências que devem causar algum rebuliço entre os militantes históricos do PT. Da conversa que teve há duas semanas com Dilma, Ferreira saiu com uma promessa: se vencer a eleição, ela não tomará iniciativas que afetem temas caros aos evangélicos, como legalização do aborto, regulamentação da prostituição, retirada de símbolos religiosos de locais públicos e a união estável entre homossexuais. Dilma aceitou a proposta do pastor para que esses temas só sejam discutidos no Congresso por iniciativa dos próprios parlamentares, nunca do Executivo. Satisfeito, o pastor prometeu abrir caminho para Dilma transitar com desenvoltura entre os 25% de eleitores evangélicos.
Campanha: Sou travesti. Tenho direito de ser quem eu sou
Principais alvos da violência discriminatória, travestis de todo o país criaram material para sensibilizar a população contra o preconceito. A campanha de promoção de direitos humanos e prevenção à aids contém toques de celular, telas de descanso e vídeos de celular, cartazes e folderes.É a primeira vez que as travestis produzem e criam o conceito de um material destinado para elas mesmas. Com o slogan “Sou travesti. Tenho direito de ser quem eu sou”, a proposta é promover a inserção social e a imagem positiva das travestis, além de disseminar o conhecimento sobre as formas de prevenção a aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, além do o combate à violência e à discriminação.
“Como são vítimas de violência e da dificuldade de acesso a serviços públicos, como saúde e educação, as travestis tornam-se mais vulneráveis à infecção pelo HIV”, explica a diretora do Dep. de DST, Aids e Hepatites Virais, Mariângela Simão. Produzir o seu próprio material, diz, as torna protagonistas de suas próprias histórias. Na vida real, elas não são ouvidas, nem vistas. Não acolhidas de forma adequada nos serviços de saúde, elas também têm mais dificuldades para recorrer aos instrumentos necessários à prevenção às DST e outros problemas de saúde.Clique aqui e acesse a página da campanha.
Fonte: Ministério da Saúde
Presidente institui 17 de maio como Dia Nacional de Combate à Homofobia
A comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) está comemorando em todo o país a instituição, por meio de decreto presidencial, do dia 17 de maio como o Dia Nacional de Combate à Homofobia. O Decreto de 4 de junho de 2010 foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira, dia 7, na Seção I, Página 5. O documento foi assinado, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às vésperas da realização da 14ª Parada de Orgulho Gay que aconteceu no domingo, dia 6, em São Paulo, reunindo cerca de 3,2 milhões de pessoas.Para o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, o decreto presidencial é o reconhecimento governamental de que a homofobia existe no Brasil e que é preciso ter ações concretas para diminuir ou acabar com o preconceito, a discriminação e o estigma contra a comunidade LGBT. Ele informa que a ABGLT encaminhou ofício ao presidente da república pedindo a instituição da data no dia 29 de março de 2010.
“Esperamos que o exemplo do Brasil seja seguido pelos 75 país que criminalizam a homossexualidade e pelos 7 países em que há pena de morte para os homossexuais”, comentou Reis. Segundo ele, o segmento foi informado da assinatura do Decreto criando a data ainda na sexta-feira durante a realização do 10º Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, promovido na capital paulista pela Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo.
Reis parabenizou o governo Lula, sobretudo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República pelo empenho em aprovar o Decreto. “Ele (o decreto) vem para coroar a continuidade do Programa Brasil Sem Homofobia; a realização da 1ª Conferência Nacional LGBT; a criação da Coordenação Nacional LGBT, do Conselho Nacional LGBT e do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT”, observa o presidente da ABGLT.
O dia 17 de maio de 1990 foi o dia em que a Assembleia Mundial da Saúde, órgão máximo da Organização Mundial da Saúde (OMS), retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Desde então, a data é celebrada internacionalmente como o Dia de combate à Homofobia.
O movimento LGBT conseguiu, no final de maio, mais duas vitórias junto ao Governo Federal na sua luta em defesa dos direitos dos integrantes do segmento. A primeira dá direito aos companheiros homoafetivos dos homossexuais que são servidores do Ministério das Relações Exteriores de terem passaportes oficiais ou diplomáticos. A outra vitória trata da permissão de uso para os servidores, no âmbito da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional, do nome social adotados por aqueles que são travestis ou transexuais.
Para o secretário da Identidade e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula, que representou o ministro da Cultura, Juca Ferreira, na 14ª Parada de Orgulho Gay, o combate à homofobia, que já fazia parte do Programa Brasil sem Homofobia, é fundamental na luta pelo direito à dignidade e o respeito à diferença no Brasil. “A SID criou, em 2004, um Grupo de Trabalho para fomentar as manifestações culturais do segmento LGBT em todo o país”, informa Córdula. Segundo ele, a SID/MinC apoia, desde 2005, a realização das Paradas de Orgulho LGBT e já realizou dois concursos culturais voltados para o segmento, além de dois prêmios culturais (2008 e 2009) que contemplaram 60 projetos culturais desenvolvidos por pessoas da comunidade LGBT.
Acesse o decreto aqui





